Vamos de jeans?

O jeans, antes de se tornar a peça básica, usada por todos na sociedade, surgiu para atender as necessidades de operários mineradores, tecido que surgiu na França e era importado da Itália que era reforçado com lona para obter a resistência exigida pelo trabalho árduo dos mineradores. O nome jeans veio de influências norte-americanas, Levi Strauss foi quem fabricou as primeiras três peças como teste, e acabou virando um grande sucesso, o jeans era resistente o suficiente para suportar a rotina de trabalhadores.
Na década de 30 o jeans deixou de ser roupa exclusiva de trabalhadores, passou a ser usado também por cowboys nos Estados Unidos, e logo após, usado também por soldados na segunda guerra mundial, pelo fato do jeans ser usado nesses extremos masculinos, ele virou símbolo de virilidade na época. Cerca de vinte anos depois, a calça jeans já havia sofrido algumas transformações, como a aplicação da etiqueta de couro, bolsos frontais e traseiros, a calça jeans foi ícone fashion da juventude rebelde após celebridades da época como Elvis Presley e James Dean usaram a peça em público junto a uma camiseta básica de cor branca e a jaqueta de couro. Logo foi associado ao rock n’ roll e usado por grandes nomes como Jimmi Hendrix e os Beatles, pouco depois entra também no universo da customização dos hippies;


O primeiro estilista a colocar o jeans na passarela foi Calvin Klein, causando choque e indignação aos mais conservadores. Deste modo se popularizou de vez, se tornando um ícone obrigatório e revolucionando a indústria da moda.
O Jeans nos dias atuais atende a todas as classes sociais, pessoas de todas as tribos, desde jovens ainda rebeldes, à empresários dentro de grandes escritórios. Hoje é usada por todos sem distinção de idade ou sexo. Esta atitude, no entanto, foi logo seguida pelos demais e o jeans definitivamente conquistou seu espaço na sociedade A partir daí, o jeans só chegou a conquistar o restante da população após a proliferação social do seu conceito como roupa despojada e do cotidiano, sem perder seu charme e elegância.

“Em sua simplicidade e em sua integridade, o Jeans é talvez a roupa que menos se insere nos códigos sociedade, pois consegue atender a todo tipo de função. Por isso mesmo, presta-se a todas as fantasias e reflete todos os códigos possíveis. O jeans pode absolutamente tudo […]” (DISITZER E VIEIRA, 2006).
Lorena Durães.





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